
A importância do diagnóstico do stress na urgência hipertensiva em mulheres
Flávia Urbini dos Santos, Marilda E. Novaes Lipp (1).
1: O presente artigo é um recorte da Dissertação de Mestrado em Psicologia, defendida pela primeira autora, sob a orientação da segunda, no Programa de Pós Graduação em Psicologia da PUC – Campinas, com o título de “A relação entre eventos estressores e urgência hipertensiva em mulheres”.
Resultados
O ISSL utilizado permitiu identificar os sintomas apresentados pelas participantes e avaliar se elas tinham ou não o diagnóstico de stress, o tipo de sintoma predominante (físico ou psicológico) e a fase do stress na qual elas se encontravam. Verificou-se que 80% das respondentes possuíam sintomas significativos de stress avaliados pelo ISSL.
Quanto à fase do stress, foi constatado que 40% estavam em fase de resistência enquanto 35% se encontravam já na fase avançada (quase-exaustão), conforme pode ser visto na Figura 1.
Predominância de sintomas
O teste utilizado permitiu avaliar o tipo de sintomas de stress mais freqüente na amostra. A Figura 2 mostra que a maioria ( 75%) das participantes tinha sintomas co-existentes nas áreas física e psicológica. Vinte por cento das pessoas avaliadas não possuíam sintomas significativos em uma área ou outra e 5% possuíam sintomas só de natureza física, sem sintomas psicológicos concomitantes.
Predominância de sintomas físicos e psicológicos
A Figura 2 apresenta os sintomas de stress mencionados pelas quinze participantes que obtiveram a predominância de sintomas físicos e psicológicos conjuntamente. O sintoma mais prevalente foi pensar constantemente em um só assunto, presente em 75% das respondentes.
Eventos estressores
O evento estressor mais freqüentemente mencionado como ocorrendo nos últimos 6 meses de vida das participantes foi ter ficado doente, assinalado por 75% das respondentes. A seguir, verificou-se que relataram se preocupar com fontes estressoras muito variadas, externas a elas, como família, filhos e marido, a ponto de não conseguirem parar de pensar no assunto. O tema da preocupação era variado, mas a preocupação constante dominava o pensamento.
Outro aspecto que merece destaque é que estas mulheres não possuíam recursos para uma boa qualidade de vida. Não realizavam atividade física, não se alimentavam adequadamente pela imensa dificuldade financeira, não realizavam nenhuma técnica de relaxamento, e não conseguiam se desligar dos problemas tanto seus como de seus familiares.
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