Aviso Importante
1997-2006

A importância do diagnóstico do stress na urgência hipertensiva em mulheres 

Flávia Urbini dos Santos, Marilda E. Novaes Lipp (1).


1: O presente artigo é  um recorte da Dissertação de Mestrado em Psicologia, defendida pela primeira autora, sob a orientação da segunda,  no  Programa de Pós Graduação em Psicologia da PUC – Campinas, com o título de “A relação entre eventos estressores e urgência hipertensiva em mulheres”.

 

Resultados


O ISSL utilizado permitiu identificar os sintomas apresentados pelas participantes e avaliar se elas tinham ou não o diagnóstico de stress, o tipo de sintoma predominante (físico ou psicológico) e a fase do stress na qual elas se encontravam. Verificou-se que 80% das respondentes possuíam sintomas significativos de stress avaliados pelo ISSL.

Quanto à fase do stress, foi constatado que 40% estavam em fase de resistência enquanto 35% se encontravam já na fase avançada (quase-exaustão), conforme pode ser visto na Figura 1.

 

Predominância de sintomas


 O teste utilizado permitiu avaliar o tipo de sintomas de stress mais freqüente na amostra. A Figura 2 mostra que a maioria ( 75%) das participantes tinha sintomas co-existentes nas áreas física e psicológica.  Vinte por cento das pessoas avaliadas não possuíam sintomas significativos em uma área ou outra e 5% possuíam sintomas só de natureza física, sem sintomas psicológicos concomitantes.

 

 

Predominância de sintomas físicos e psicológicos

A Figura 2 apresenta os sintomas de stress mencionados pelas quinze participantes que obtiveram a predominância de sintomas físicos e psicológicos conjuntamente. O sintoma mais prevalente foi pensar constantemente em um só assunto, presente em 75% das respondentes.

 

Eventos estressores

 

O evento estressor mais freqüentemente mencionado como ocorrendo nos últimos 6 meses de vida  das participantes  foi ter ficado doente, assinalado por 75% das respondentes.  A seguir, verificou-se que relataram se preocupar com fontes estressoras muito variadas,  externas a elas, como família, filhos e marido, a ponto de não conseguirem parar de pensar no assunto. O tema da preocupação era variado, mas a preocupação constante dominava o pensamento.

 

Outro aspecto que merece destaque é que estas mulheres não possuíam recursos  para uma boa qualidade de vida. Não realizavam atividade física, não se alimentavam adequadamente pela imensa dificuldade financeira, não realizavam nenhuma técnica de relaxamento, e não conseguiam se desligar dos problemas tanto seus como de seus familiares.

 

 

 

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