
A importância do diagnóstico do stress na urgência hipertensiva em mulheres
Flávia Urbini dos Santos, Marilda E. Novaes Lipp (1).
1: O presente artigo é um recorte da Dissertação de Mestrado em Psicologia, defendida pela primeira autora, sob a orientação da segunda, no Programa de Pós Graduação em Psicologia da PUC – Campinas, com o título de “A relação entre eventos estressores e urgência hipertensiva em mulheres”.
Método
Participantes
Participaram do estudo 20 mulheres, hipertensas, na faixa etária entre
45 e 75 anos, com uma média de 59 anos, e com o diagnóstico de urgência hipertensiva. A maioria apresentava o 1º grau incompleto, 70% era casada e 50% tinha a religião católica como a predominante. A maioria havia tido de 3 a 4 crises hipertensivas, até o momento da avaliação.
Material
Para a coleta de dados, foram utilizados o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos (ISSL), de Lipp (2000), e a Escala de fontes de stress (Gomes de Matos, 2005)., alem do termo de consentimento aprovado pela Comissão de Ética e da ficha de coleta de dados biográficos. O ISSL possibilita identificar os sintomas apresentados pelo paciente, e avaliar se o mesmo possui ou não o diagnóstico de stress, o tipo de sintoma predominante (físico ou psicológico) e a fase do processo do stress na qual se encontra, com base no modelo quadrifásico do stress desenvolvido por Lipp em 2000.
A Escala de Fontes de Stress visou identificar as possíveis fontes estressoras associadas ao desencadeamento da crise hipertensiva . Esse instrumento foi elaborado na dissertação de mestrado de Gomes de Matos na PUC-Campinas em Janeiro de 2005, com o objetivo de avaliar os eventos de vida que podem influenciar ou agravar o quadro de stress em familiares de pacientes esquizofrênicos.
Procedimento
Após o diagnóstico de urgência hipertensiva, os médicos e enfermeiros encaminhavam as participantes para uma entrevista com a psicóloga pesquisadora. Inicialmente, era estabelecido um rapport da psicóloga pesquisadora com as participantes e os objetivos e procedimentos referentes ao estudo eram explicados. Em caso de aceitação, a participante assinava as duas cópias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e em seguida eram aplicados os testes.
Durante a avaliação do diagnóstico do stress e das fontes estressoras a pesquisadora lia para o entrevistado cada uma das questões e assinalava as respostas. A entrevista durava, em média, 30 minutos.
Benefícios para as participantes
Em troca pela participação na pesquisa foi oferecida aos participantes uma sessão, marcada para data posterior e de conveniência do paciente, quando foi feita a devolutiva dos resultados dos testes e fornecidas informações sobre o stress e seus sintomas. Na ocasião da devolutiva, foram oferecidas duas apostilas, uma sobre o stress emocional e seu controle, e a outra sobre a pressão arterial.
Resumo Introdução Resultados Discussão Bibliografia Figuras Tabelas
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