Aviso Importante
1997-2007

QUANTIFICAÇÃO RELATIVA DOS GENES FOXP3 E TIM3 EM SANGUE PERIFÉRICO, URINA E EM TECIDO RENAL DE TRANSPLANTADOS COM DISFUNÇÃO INICIAL DO ENXERTO.
E.C. Aquino-Dias, D.M. Silva, G. Joelsons, A.R. Ribeiro, R.H. Berdichevski, F.J. Veronese, L.F. Gonçalves, R.C. Manfro
Serviço de Nefrologia. Unidade de Transplante Renal. Hospital de Clínicas de Porto Alegre.


OBJETIVOS: Pacientes transplantados renais com órgãos de doadores falecidos freqüentemente apresentam um impacto negativo nas sobrevidas dos enxertos, decorrente da disfunção inicial do enxerto (DGF). Nesta situação o diagnóstico de rejeição aguda (RA) depende da realização de biópsias renais. O objetivo deste estudo é o desenvolvimento de métodos não invasivos para o diagnóstico da rejeição aguda, através da quantificação de marcadores moleculares como o FOXP3 e o TIM3 em biópsias de vigilância, correlacionando sua presença em sangue periférico e em urina de pacientes transplantados renais com DGF.


MATERIAIS E MÉTODOS: Foram realizadas quarenta e oito biópsias de vigilância em trinta e cinco pacientes; coleta de sangue periférico em 37 pacientes e coleta de urina em 26 pacientes receptores de aloenxertos de doadores falecidos com DGF. A classificação
de Banff-97 foi utilizada como “padrão-ouro” para o diagnóstico histológico de RA (n=20) e necrose tubular aguda (NTA, 28 casos). Utilizou-se a técnica de quantificação relativa por reação em cadeia da polimerase em tempo real (TaqMan EZ RT-PCR, Applied Biosystems). O sistema de detecção de seqüência utilizado foi o ABI-PRISM 7000
(Applied Biosystems).


RESULTADOS: Não houve diferença significativa nas médias das creatininemias dos pacientes com e sem rejeição aguda (5,3±3,4 x 5,9±2,1mg/dl; p=0,419). Observou-se diferença significativa nas médias das quantidades relativas dos genes nos pacientes com e sem rejeição, respectivamente, nas amostras de tecido renal: FOXP3: 4,28±1,62 x 1,12±1,04, p<0,0001; TIM3: 213,07±74,72 x 0,77±0,87, p<0,0001. No sangue periférico: FOXP3: 3,76±1,41 x 0,76± 0,65, p<0,0001; TIM3: 200,64±74,72 x 0,43±0,42, p<0,0001). Na urina: FOXP3: 3,56±0,80 x 0,85±0,70, p<0,0001; TIM3: 178,89±70,07 x
0,42±0,36, p<0,0001). Curvas ROC foram geradas para encontrar os melhores pontos de corte para o diagnóstico de rejeição aguda. Os pontos de corte observados foram: FoxP3 (sangue: 1,85; urina: 2,2) e Tim3 (sangue: 50; urina: 50). Observou-se também uma correlação significativa entre as quantidades relativas dos genes nas biópsias, em sangue periférico e em urina (p< 0,01). Parâmetros diagnósticos (%) para RA a partir da expressão dos genes em sangue periférico e urina estão demonstradas na tabela abaixo.



CONCLUSÕES: em pacientes com DGF as quantidades relativas dos genes estudados em tecido renal, linfócitos periféricos e em células urinárias é significativamente maior em pacientes com RA. A monitorização destes e de outros genes pela de reação em cadeia
da polimerase em tempo real pode auxiliar o diagnóstico da RA, sem a necessidade de coletas de amostras de tecido renal.

 

 

 

 


Os Trabalhos Premiados em Gramado 2006

 

Sessões

OPINIÃO
ENTREVISTAS
ARTIGOS
PÔSTER
PRÁTICA
NAVEGANDO
LER E LER
FÓRUM
TESES
GALERIA
NOTÍCIAS
DOWNLOAD
UM MINUTO
IMAGEM
ENSAIO
LEITURA
MEMORIA
CATÁLOGO
SUPLEMENTO
ESTATÍSTICA

Contatos

ESCREVA
E-MAIL
PESQUISE
EDITOR
AVISO

Números Anteriores

Formato Antigo

Clique Rápido

SBN
ABTO
ABCDT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Copyright © 2006 Medicina On line - Revista Virtual de Medicina