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Aprovados no XX Congresso Brasileiro de Nefrologia, 90 temas para apresentacoes orais e 405 posteres. Desses, Med On Line escolheu apenas 4 para publicacao. Se voce tebve um poster ou apresentacao oral e quer ve-lo publicado neste espaco pode envia-llo pelo e-maiol da Med On line. (medonline@triang.com.br) RINS FETAIS HUMANOS. ANÁLISE DESCRITIVA HISTOLÓGICA E DOS PARÂMETROS MORFOMÉTRICOS NOS DOIS ÚLTIMOS TRIMESTRES. J.R.Almeida, E.A.Portari, E.R.M. Souza, C.A. Mandarim-de-Lacerda. Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ),Rio de Janeiro,RJ. Objetivo:
Análise morfológica do desenvolvimento da nefrogênese
em fetos humanos nos dois últimos trimestres gestacionais. Estudou-se
um total de 79 rins. Em 61 rins de ambos os lados (32 fetos: 21 masculinos,
de abortos espontâneos devido à prematuridade ou anóxia
perinatal), bem preservados e sem malformações congênitas
detectáveis, a idade gestacional foi determinada entre 12 e 38 semanas
pós-concepção (SPC). Após dissecção
os rins foram pesados e mensurados (comprimento longitudinal, largura,
pólo superior e pólo inferior) e o volume foi medido pelo
método de Scherle. Depois, os rins foram preparados tecnicamente
para estudo histológico e estereológico (fixação
com formol tamponado pH 7,2) e fragmentos foram obtidos com técnica
aleatória (orthrip). Cortes com 4µm foram corados pelo HE
e tricrômico de Masson. O estudo utilizou sistema de vídeo-microscopia
Leica DMRBE e fotografias digitais e estereologia. Foram identificadas
e obtidas medidas morfométricas das zonas nefrogênica, cortical
e medular. Em outros 18 espécimes com cariótipos conhecidos,
variando entre 9 e 30 SPC, realizou-se extenso estudo histológico
com identificação dos estádios da glomerulogênese,
da formação das vesículas induzidas pelo broto ureteral
no mesênquima, aos corpos “
APOPTOSE DE NEUTRÓFILOS: DIFERENÇAS ENTRE O TRATAMENTO PRÉ-DIALÍTICO, HEMODIÁLISE E DIÁLISE PERITONEAL. PG Suassuna, C Sardenberg, R Watanabe, MA Dalboni, MCC Andreoli, F Calvo, EG Kallas, SA Draibe, M Cendoroglo. Disciplina de Nefrologia. UNIFESP-EPM. S.Paulo Introdução:
A disfunção de neutrófilos na uremia pode contribuir
para o estado de imunodeficiência encontrado em pacientes com insuficiência
renal crônica (IRC).
Resultados:
Foi observada apoptose em 9,05,6%, 19,816,8%, 13,69,3%, e 6,44% das células
PMNs respectivamente dos grupos: C, IRC-PD, HD, e DPAC. A proporção
de neutrófilos apoptóticos no grupo IRC-PD foi significantemente
maior que a observada nos grupos C (P= 0,007) e DPAC (P=0,0025). Não
houve diferença significante entre a proporção de
células PMNs apoptóticas nos grupos IRC-PD e HD. Nos grupos
IRC-PD e HD encontramos uma correlação negativa entre apoptose
e intensidade do metabolismo oxidativo estimulado pela fagocitose de S.
aureus (r = -0.62, p = 0.013 e r = -0.89, p = 0.016) e pelo LPS (r = -0.68,
p = 0.0049 e r = -0.61, p = 0.058). O grupo DPAC se comportou de maneira
semelhante ao grupo C, não havendo correlação entre
apoptose e função celular. As médias dos parâmetros
bioquímicos e hematimétricos foram diferentes entre os grupos,
entretanto não houve correlação entre estes parâmetros
e apoptose. Conclusão: Os resultados indicam que o ambiente urêmico
e a modalidade dialítica influenciam a taxa de apoptose e a função
dos PMNs. É possível que a apoptose contribua para a disfunção
dos PMNs observada na uremia.
PAPEL ATUAL DO NEFROLOGISTA EM UM HOSPITAL GERAL TERCIÁRIO- DADOS DO BANCO DE DADOS DO SETOR DE INTERCONSULTAS DA NEFROLOGIA DO HOSPITAL SÃO PAULO- ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA- UNIFESP. Fernandes N., Roque A., Suassuna P., Balda C., Cendoroglo M., Mastroiani G., Heilberg I.P., Stella S.R. O nefrologista
é frequentemente solicitado, em um hospital geral, para avaliar
uma grande diversidade de casos abordados pelas diversas especialidades.
Em países desenvolvidos esta participação se dá
mais notadamente nas unidades de terapia intensiva (UTI) em casos de insuficiência
renal aguda (IRA), correspondendo a cerca de 50% dos casos. Com o advento
de intensivistas cada vez mais interessados em procedimentos dialíticos
contínuos em pacientes graves, há a discussão sobre
o papel do nefrologista neste setor. Em nosso meio, a nefrologia clínica
ocupa um grande espaço dentro do hospital geral e dentro das UTIs
estamos apresentando os mesmos problemas vistos nos países desenvolvidos,
com necessidade contínua de discutir-se o papel do nefrologista.
No Hospital São Paulo (HSP)- Escola Paulista de Medicina, um hospital
de ensino, terciário, com 832 leitos, a nefrologia mantém
um setor de interconsultas que atende a todo o hospital excetuando-se os
setores de pediatria, transplante renal e enfermaria de nefrologia (num
total de 605 leitos). No ano de 1999 foram internados no HSP, em setores
acompanhados pela interconsulta da nefrologia, 27122 pacientes, destes-
717 (2,6%) pacientes internados foram avaliados/acompanhados pelo setor
de interconsultas da nefrologia. A mortalidade global no HSP foi de 5,03%,
com maior mortalidade nas unidades do Pronto Socorro- Emergência
e UTIs (32,8%). A mortalidade global dos pacientes acompanhados pela nefrologia
foi de 31%, com maior mortalidade nos pacientes portadores de IRA em UTIs
(72%). Quinhentos e nove (71%) pacientes encontravam-se em enfermarias
clínicas, 136 (19%) em enfermarias cirúrgicas, 72 (10%) em
gineco-obstetrícia e à época da avaliação
156 (22%) estavam em UTIs. Com relação à doença
de base, houve uma grande diversidade de casos com 27% de doenças
infecciosas, 18% de doenças cardiovasculares, 10% de neoplasias
malignas não hematológicas, 10% cirúrgicos, 8% de
doenças reumatológicas, 6% de doenças hematológicas,
5% de doenças neurológicas, 4,5% de doenças gastroenterológicas,
4,5% gineco-obstetrícia, 4% urológicos. A maioria dos pacientes
apresentava insuficiência renal crônica (IRC)- 394 (55%), com
130 (33%) destes pacientes internados para iniciar tratamento dialítico.
236 (33%) apresentavam IRA e 243 (34%) HAS. Setenta e nove (11%) pacientes
apresentavam infecção do trato urinário, 61 (8,5%)
glomerulonefrite, 21 (3%) nefrolitíase, 21 (3%) neoplasia renal.
Distúrbios hidroeletrolíticos isoladamente, corresponderam
a 2% (14) dos casos. Nossos dados mostram uma grande prevalência
de doenças renais em um Hospital Geral Terciário, com grande
número de casos de IRC. Neste grupo também observamos um
grande número de casos de IRC dialítica encaminhados tardiamente.
PROTEINURIA INDUZ APOPTOSE DE CÉLULAS TUBULARES RENAIS ATRAVÉS DA VIA FAS E.
Erkan, C. Garcia, V. Barros, P. Devarajan
A proteinúria persistente é considerada um fator de piora de prognóstico nas doenças glomerulares humanas. O efeito tóxico da albumina sobre as células tubulares renais foi demonstrado em estudos in vitro e in vivo. Objetivos: pesquisar a presença de apoptose nas células tubulares renais de crianças com síndrome nefrótica (SN) e correlacionar o grau de apoptose com a severidade da proteinúria. Metodologia: espécimes de biópsia renal de 19 crianças portadoras de SN (11 masc, 8 fem), 17 com glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) e 2 com SN córtico-dependente. Proteinúria média na época da biópsia foi 6,9g/24h (0-22g/24h). O ensaio Tunnel/PI foi utilizado para detectar apoptose e esta foi classificada em relação ao número de células apoptóticas por 100 células: Grau 0: sem apoptose, Grau I (1-20%): apoptose leve, Grau II (21-40%): apoptose moderada, Grau III (> 40%): apoptose severa. Proteinúria nefrótica foi definida como maior que 2,5g/24h . Resultados:. Proteinúria
Sem apoptose Grau I Grau II Grau III
Apoptose foi observada principalmente em um padrão descontínuo nas células dos túbulos renais através do ensaio TUNNEL. Nossos resultados mostraram uma associação entre grau de proteinúria e apoptose tubular (p=0.05, teste Qui-quadrado). A imunohistoquímica das amostras de biópsia renal foi consistente com ativação de Fas. Conclusões:
Nossos resultados mostram que a proteinúria induz apoptose em células
tubulares renais por ativação da via Fas. O bloqueio dessa
via pode ser útil na prevenção de dano renal na doença
glomerular humana.
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