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Volume 1- Número 9- Ano III (Jan/Fev/Mar de 2000)
 
Título: FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO URINÁRIA EM MULHERES SEXUALMENTE ATIVAS: UM ESTUDO DE CASO-CONTROLE
Autor: SIDNEY PEREIRA DACHI
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS MÉDICAS
Ano: 1999
Tipo: Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Mestre do Curso de Mestrado em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina.
Orientador: Prof. Dr. Mário Sérgio Soares de Azeredo Coutinho

Co-orientadora: Prof.a Dra. Ana Maria Nunes Faria Stamm

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Resumo

Objetivos: Verificar se a prática sexual, o uso de métodos contraceptivos e os hábitos higiênicos pessoais afetam o risco de infecção urinária em mulheres sexualmente ativas.

Desenho: Estudo de caso-controle.

Local: Ambulatório de Clínica Médica de um hospital de atendimento terciário.

População de estudo: Pacientes do sexo feminino, ativas sexualmente, na faixa etária de 16 a 50 anos, atendidas em uma unidade de ambulatório, entre março e julho de 1998. Os casos: 125 mulheres atendidas devido a queixas urinárias e com infecção urinária confirmada por urocultura. Os controles: 375 mulheres atendidas sem queixas urinárias e com urocultura negativa.

Metodologia: Foi aplicado um questionário que constava de perguntas que abrangiam vários tópicos sobre possíveis fatores de risco para infecção urinária e as eventuais exposições tidas como importantes (hábitos higiênicos pessoais, uso de métodos contraceptivos e prática sexual) na determinação dessa infecção. O tamanho da amostra foi calculado para detectar uma razão de chance de 2, em uma relação de 1 caso para 3 controles, assumindo um erro tipo I () de 5%, um poder estatístico de 80% (=0,20), e uma proporção de controles expostos estimada em 20%, com intervalo de confiança de 95%. Os procedimentos estatísticos usadosforam: medidas descritivas, tabelas de freqüências, análise de correspondência múltipla e regressão logística.

Resultados: Das 500 entrevistadas incluídas no estudo, 125 (25%) apresentaram Infecção do Trato Urinário (ITU). O germe mais freqüente foi a bactéria gram-negativa Escherichia coli (80%). Os casos e controles foram similares nadistribuição da faixa etária. A média para o grupo controle foi de 33,9 ?9,6 (DP) anos e de 32,1 ?9,4 (DP) para o grupo caso. A análise de correspondência múltipla aplicada aos dados encontrados demonstrou que as mulheres definidas como casos e aquelas definidas como controles apresentavam um padrão de comportamento homogêneo de hábitos higiênicos e práticas sexuais. A análise de regressão logísticaaplicada após os resultados da análise de correspondência demonstrou que as variáveis analisadas não são potenciais fatores de risco para ITU na população estudada.

Conclusões: Este trabalho documentou que os fatores de risco analisados (prática sexual e hábitos higiênicos pessoais) não afetam o risco de ITU em mulheres sexualmente ativas, na faixa etária de 16 a 50 anos, na população estudada.


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