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Male Impotence A. Morgentaler, MD
Comentários: Sebastião
Rodrigues Ferreira Filho
Nos primeiros oito meses em que o Sildenafil (Viagra) foi liberado para consumo nos Estados Unidos, foram feitas cerca de seis milhões de prescrições. Esse número, bastante expressivo, mostra que o problema da chamada disfunção erétil não pode ser subestimado. Nesse importante artigo de revisão, publicado no Lancet de novembro de 1999, o autor discorre sobre o tema, de modo didático e conciso. Interessante notar que o assunto da impotência masculina tem sido abordado por diferentes especialistas ao longo do tempo, ou seja, na fase em que essas disfunções eram tidas como oriundas de alterações psicológicas, os psiquiatras e psicólogos eram os profissionais que iniciavam a terapia. Posteriormente, nos anos 80, com o advento das medicações injetáveis no pênis, os urologistas passaram a atender em seus consultórios os portadores desta disfunção. Atualmente, com as drogas de uso oral, a impotencia masculina tem sido tratada pelos clínicos gerais.
Os avanços no entendimento da fisiologia da ereção, a noção de que nem tudo era de origem psíquica e os testes com as novas drogas têm determinado essas tendências descritas acima. Cada vez mais sabe-se que existem causas orgânicas responsáveis pelo problema, tais como: idade, diabetes mellitus, hipertensão, traumas pélvicos, priapismos anteriores, alcoolismo, hiperlipidemias, tratamentos hormonais, drogas, doença de Peyronie, tabagismo, esclerose múltipla, doença medular, doença vascular periférica, prostatectomizados, cistectomizados, colectomias e radioterapias estão entre as inúmeros problemas apontados pelo autor. O artigo também tece considerações sobre os mecanismos bioquímicos envolvidos na ereção peniana. De modo resumido, a liberação do óxido nítrico pelas células endoteliais dos corpos cavernosos, é explicada com didatismo, perdendo um pouco da profundidade que se espera desse assunto. Mas, em linhas gerais, o entendimento se faz de modo satisfatório. Outro importante ponto dissecado pelo autor é a condução da história clínica a ser colhida desses pacientes. Existem tabelas sobre os itens a serem checados, tais como: duração dos sintomas, nível do libido, se há ereção com a masturbação etc. Em relação ao tratamento, várias formas são discutidas e futuros medicamentos são mencionados. Ao final da revisão, os internistas poderão entender melhor um tema que nos é apresentado diariamente em nossos consultórios. Boa leitura. Nota: Você poderá
ler mais sobre o assunto na coluna Download, nesse número.
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