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Volume 2 - Número 6 - Ano II (Abr/Mai/Jun de 1999)

IV Congresso Mineiro de Nefrologia

Juíz de Fora, MG
3 a 6 junho de 1999

NEFROPATIA DIABÉTICA

Semiramis Jamil Haddad Monte

Profa. Adjunta I Micro-Imunologia UFPI
Doutora em Nefrologia pela UNIFESP-SP
Pesquisadora CNPq
Coordenadora Laboratório De Imunogenética e Biologia Molecular UFPI


Atualizar os conhecimentos na patogenia da nefropatia diabética implica em discutir os aspectos genéticos da entidade. Neste momento em que a comunidade científica aguarda a publicação do projeto do genoma humano, os estudos da patogenia da nefropatia diabética transpõe da abordagem fenotípica para a genotípica. É evidente que este será o século da prevenção molecular das doenças.

Durante décadas os conhecimentos acumulados na patogenia da nefropatia diabética demostraram que o controle da pressão arterial, o uso de inibidores da enzima conversora e o controle metabólico rigoroso retardam a progressão da lesão renal. Entretanto, apenas 30% dos pacientes portadores de diabetes mellitus e com controle metabólico insatisfatório desenvolverão a nefropatia diabética, sugerindo que outros fatores, dentre eles a suscetibilidade genética, são pontos determinantes da evolução da nefropatia diabética.

Os estudos genéticos no eixo renina-angiotensina-aldosterona tem revelado dados que irão propiciar um maior entendimento da patogenia da nefropatia diabética.

Assim, os estudos no campo genético estão apenas começando, mas sem dúvida estes conhecimentos genéticos adquiridos nesta nova fase de investigação poderão servir de instrumento para tratar e ou prevenir o estabelecimento da nefropatia diabética no grupo de risco para a doença.

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