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Volume 2 - Número 6 - Ano II (Abr/mai/Jun de 1999)

HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR (H) 
NA NEFROSE POR PUROMICINA (P) 

Ana Maria Ribeiro Santos. Disciplina de Nefrologia, Laboratório de Fisiopatologia Renal, FCM/UERJ, Rio de Janeiro.
Resumo de Tese
Orientadora: Profa Dra Raquel Bregman



Sugere-se que a heparina poderia ser benéfica no tratamento de doenças glomerulares, onde ocorre perda da seletividade de carga. Estudamos a H na glomeruloesclerose focal e segmentar experimental induzida pela P em ratos Wistar. Ao final de 90 dias, avaliando-se os grupos controle (C) n=7, H n=9, nefrose por P (P) n=9 e H+P n=6; observamos que a proteinúria de 24h (ptnu) foi maior nos grupos P e H+P (40+17, 44+11, 594+162 e 663+138 mg/24h) bem como a IgG urinária (1,95, 7,46, 163, 513 mg/l). A área glomerular foi maior nos grupos P e H+P (14+2, 12+17, 17+4, 22+3 (x103)-m m2). O comprimento capilar (Lv) foi menor no grupo P (14+2, 16+2, 8+1, 13+2 (x10-3)-m m/m m3) bem como a densidade de superfície capilar (Sv) (213+29, 221+33, 178+75, 189+28 (x10-3)-m m2/m m3). A densidade volumétrica mesangial (Vv) foi maior no grupo P (0,55+12, 0,43+0,05, 0,65+0,05, 0,53+0,1). Colágeno I e III estiveram ausentes nos glomérulos. Imunomarcação para fibronectina foi negativa para o grupo P, sugerindo não ter participação no aumento da Vv. Assim, propõe-se que a H bloqueia o aumento da Vv e as alterações sobre o Sv e Lv provavelmente causadas pela P. Concluímos que a heparina altera as complicações deste modelo, porém não através da inibição da ptnu, como propõem alguns autores, e ainda sugerimos que esta ptnu não é seletiva, ocorrendo perda global da seletividade da membrana basal do capilar glomerular neste modelo.