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Volume 1- Número 5 - Ano II (Jan/Fev/Mar de 1999)

Guarujá
14-16 de maio de 1999
Resumos das palestras ocorridas durante o encontro sobre: 
Tratamento Conservador na IRC- Aplicações Clínicas dos Cetoácidos.

Aspectos Epidemiológocos da IRC no Brasil

Ricardo de Castro Cintra Sesso
Prof. Adjunto da UNIFESP

Resumo feito pelo Editor de Med On Line

O número de pacientes em diálise no brasil é em torno de 36.000, segundo dados obtidos no SUS, em dezembro de 1998. Destes, 87% estão em tratamento hemodialítico, distribuídos em 511 centros no país. A região sudeste é responsável 20.000 doentes deste total. O que chama atenção, segundo o relato do conferencista é que 220 pacientes por milhão estão fora do sistema de diálise no Brasil e esperam sua vez, em tratamentos conservadores ou, muitas vezes, sem saber da realidade da sua doença. Segundo dados do conferencista, em 1991, 26% dos renais crônicos morreram sem ter recebido tratamento dialítico no município de São Paulo.

O atendimento é feito por clínicas e hospitais particulares (70%) e o setor público responde por apenas 4% deste atendimento. O inicio da diálise é feito em doentes com fístula (40%), mas a grande maioria inicia seu tratamento crônico com cateteres ou outras vias, demonstrando assim que a maioria não recebe um tratamento pré diálise (conservador) adequado.

Outro dado apresentado é de que a sobrevida em diálise, após 5 anos, é de 42% para a população geral e de 25% para os diabéticos. Prof.Ricardo Sesso, termina a palestra levantando questionamentos importantes sobre a necessidade de uma política de centros nefrologicos que dêem ênfase ao tratamento conservador na Insuficiência Renal Crônica e que analisem o doente renal em sua totalidade. Tece considerações sobre o encaminhamento tardio e que isto pode ser uma das causas da alta mortalidade em diálise.

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