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Por imprudência, não fizemos cópias das cartas enviadas desde o último número e, lamentavelmente, houve uma pane nos computadores locais e todo material enviado neste período foi perdido, inclusive a nossa lista de mais de 500 leitores cadastrados neste primeiro ano de vida. Aprendemos a lição: o backup é importante :) O que segue abaixo são as correspondências recebidas nos últimos dias. Um abraço a todos
ENVIAR PARA: André de Menezes Bulaxadalua@zipmail.com.br
Adriana Monteiro
Atenciosamente, Cristina.
Sou um internalta iniciante e ainda não sei como conseguir o que preciso na internet, sou formado a pouco tempo estou fazendo residência em anestesiologia, a minha carga horária é muito puxada, intensa, não tenho tempo, infelizmente de frequentar a biblioteca da escola (FM UFMG), o hospital onde trabalho não possui uma biblioteca que me satisfaça, por isso quero ter acesso às revistas científicas, principalmente se relacionada com anestesiologia, para leitura de artigos. Infelizmente não sei obter essas informações, por isso escrevo este E-MAIL, certo de que será lido e respondido, grato Dr. Maurício Neuenschwander
GIOVANI DA SILVA PEREIRA, TERESINA-PI E-MAIL: giovani_pereira@zipmail.com.br
Camilla Moreira Betone
O jovem rapaz chega ao lar paterno, num pequeno lugarejo perto da grande cidade. Faz aquela viagem todos os dias. Tem 22 anos. Trabalha durante o dia e estuda à noite na capital. Volta para casa já noite adentro, encontrando a porta aberta, o lanche preparado e a cama arrumada pela mãe. Este ano vai receber o diploma de técnico em indústria química. De manhã cedinho, antes das seis, a mãe vai acordá-lo para o trabalho. A família é muito humilde, mas gente honrada. O rapaz está noivo. Luta na busca de um ideal. Trabalha no interior e estuda na capital. Quer vencer e levar, junto, os outros irmãos, igualmente pobres e mais despreparados.Mas, naquela manhã, a mãe não o encontra em seu quarto. De chôfre, uma sinistra sensação. Vai chamar o marido. A casa começa a encher de gente. Um cheiro de coisa errada no ar. Angústia, tensão e algumas lágrimas. É um sair e entrar de familiares e de curiosos. Afinal, a notícia: foi baleado! Está em estado grave no Pronto Socorro, só e quase comatoso. Urgente e emergente. Assaltaram-lhe os oitocentos reais que tinha recebido naquela tarde. Foi estudar, levando o dinheiro na carteira. Dinheiro ganho com lisura e trabalho prestado. Ainda, pela resistência em entregar o “money”, que seria gasto nas despesas de casa, deram-lhe um tiro de cartucheira no rosto. Sessenta e tantos chumbos. Só no rosto. Foi apanhado semi-consciente no meio da rua e levado para o hospital. Não houve alternativa para os médicos, senão arrancar o que sobrou dos dois olhos. Cego! Completamente cego! Para sempre. Aos 22 anos de idade. Injustamente cego! Nunca mais voltará a ver os pais, irmãos, a noiva, amigos, a luz, o verde, o curió na gaiola e nem os seus algozes. Não voltará mais ao serviço e, possivelmente, nem receberá o custoso diploma. Seus pais choram em silêncio, todos os dias, ao verem seu filho numa cadeira de rodas, vindo pelo corredor do hospital, da sala de curativos. Oh, Deus, olhai os caminhos deste moço! E, ai de vós, autoridades esclarecidas e pertinentes, que dais as costas para os fatos essenciais da vida; a vossa tarefa é grave e a hora está passando. Renzo Sansoni, Médico, Oftalmologia, Uberlândia/MG
Viviane
Beto Luhrs
Ana Grace
Alexandre |