III Encontro Mineiro de Nefrologia
Uberlândia - MG - Brasil
21-22 de Maio de 1998
Nota
do Editor:
Por
ser um texto transcrito de uma aula e portanto com edição
final, o autor poderá modificá-lo, de acordo com sua
conveniência,
à qualquer momento. Para tanto basta enviar e-mail com as correções
que achar necessárias
Uso de Inibidor da ECA
no Retardo da Progressão da Doença Renal
Prof. Dr. Rogério
Baumgratz de Paula
Universidade Federal de
Juiz de Fora
Eu gostaria inicialmente
de agradecer o convite a toda Comissão Organizadora especialmente
ao Marcos que teve um trabalho enorme na Organização deste
evento e esse é um evento que a gente julga da maior importância,
reunindo nefrologistas de Minas Gerais e realmente movimentando a Sociedade
Brasileira de Nefrologia, Seccional Minas Gerais, aqui representada pelo
José Augusto.
Eu não vou me estender
muito, porque já estamos um pouquinho atrasados e temos pouco tempo
pela frente, mas eu não posso deixar de ressaltar a beleza do coral
de ontem e de parabeniza-los pela apresentação.
Primeiro slide, por
favor.
O tema que nos coube é
o papel dos INIBIDORES DA ENZIMA DE CONVERSÃO DA ANGIOTENSINA E
NEFROPROTEÇÃO.
Próximo.
A primeira questão
da minha prova de residência médica, em 1982 me veio à
mente ao preparar essa aula e a pergunta era exatamente a seguinte: qual
das drogas abaixo causa proteinúria, e a resposta certa (não
estava destacada como no slide), era o captopril. Depois a gente veio saber
que era uma questão de dose, átomo, ponte dissulfídica
que causava isso a gente usava até 800 mg nas 24 horas que era uma
dose absurda.

Três anos depois, próximo,
já aparecia um dos primeiros trabalhos mostrando que ao contrário
do que se pensava, o captopril protegia pacientes diabéticos portadores
nefropatia em grau avançado.
Próximo.
Hoje a gente sabe que no
diabetes do tipo 1, esse é um trabalho do Lewis tratando com placebo
ou captopril então os pacientes tratados com captopril apresentam
uma evolução para doença terminal renal muito mais
lenta, não vou tocar nesse assunto porque o Dr. Abraão vai
passar por aí depois, hoje é tranquilo que diabético
do tipo I com microalbuminúria normotenso ou não, com proteinúria
ele tem que ser tratado com inibidor de enzima conversora porque isso protege
a sua função renal.
Próximo.
O mesmo tem sido verificado
com paciente do tipo II aquele grupo que tomou enalapril (linha vermelha)
apresentou um menor percentual de duplicação de creatinina
e aqui o grupo que tomou placebo houve piora da função renal,
desculpa não é duplicação de creatinina nem
clearence de creatinina.
Próximo.
Mais especificamente nos
interessa então discutir uma vez que na nefropatia diabética
é tranquila a indicação de inibidor de enzima nos
interessa discutir um pouco a nefroproteção em outras nefropatias
e passar ainda que superficialmente sobre alguns mecanismos, a questão
do mecanismo hemodinâmico e dos fatores de crescimento.
Classicamente o mecanismo
hemodinâmico teoria proposta por Brener há muitos anos atrás
nos diz que numa situação de nefropatia de qualquer etiologia,
em quase todas as glomeropatias nós teremos hipertensão intraglomerular.
Essa hipertensão intraglomerular é decorrente da perda de
nefrons funcionantes, que através de mecanismos adaptativos gera
uma posterior lesão da própria membrana basal de um glomerulo
previamente intacto e se nós utilizarmos inibidor de enzima que
preferencialmente abre arteríola eferente nós vamos ter diminuição
da pressão intraglomerular e nefroproteção, isso é
clássico.
Será que isso se
deve apenas a redução da pressão arterial, provavelmente
não, também não vou me deter muito nesse slide, mas
provavelmente não, aqui nós temos várias classes de
drogas antihipertensivas; um IECA, um bloqueador de cálcio, um betabloqueador
e um outro bloqueador de cálcio nifedipina todos reduzindo a pressão
igualmente em pacientes hipertensos e nefropatas. Quando nós vamos
olhar a questão da proteinúria o IECA é mais eficaz
em reduzir a proteinúria, os bloqueadores de cálcio do tipo
diltiazem e varapamil se aproximam muito. Por outro lado os betabloqueadores
e os diuréticos já nem tanto e a nifediopina segundo alguns
autores causa um aumento da proteinúria, ou seja, a questão
da nefroproteção passa pelo controle pressórico mas
não fica apenas aí, o mecanismo hemodinâmico é
válido, a abertura da eferente pelo IECA é uma opção
válida, mas seria muito simplista a gente raciocionar apenas dessa
maneira quando se sabe, eu não vou destacar esse slide, se sabe
que tem diversos eventos vasculares, tubulares e de filtração
glomerular de aumento de permeabilidade a macro moléculas alguns
fatores de crescimento importantes dentre eles a gente vai ressaltar angiotensina
II participando da gênese da lesão glomerular, da lesão
tubo intersticial e obviamente da progressão da doença renal.
Próximo
Então hoje se dá
muito mais atenção aos mecanismos de crescimento, aos fatores
de crescimento do que propriamente ao mecanismo hemodinâmico proposto
há 20 anos atrás.
Próximo.
Nesse sentido interroga-se
qual seria o papel da proteinúria na progressão da lesão
renal. Nós sabemos e esse é um trabalho recente, nós
sabemos que quanto maior o grau de proteinúria maior o decréscimo
de função renal, aqui pra vários extratos observa-se
uma progressão geométrica de decréscimo de função
renal em relação a diferentes graus de proteinúria,
ou seja, proteinúria não é apenas um marcador de dano
renal, ela deve ter algum papel a mais.
Próximo.
Nesse trabalho do Prof. Ishikawa,
a gente vê que a proteina realmente pode causar um dano renal, ele
esquematiza da seguinte maneira: uma célula do tubo proximal renal,
exposta ao tráfego intenso de proteínas, vai liberar
alguns fatores, algumas quimoquinas e citocinas que por um lado vão
aumentar a proliferação de matriz via fibroblastos e isso
posteriormente vai causar fibrose e por outro lado, atraindo macrófagos
vão propiciar a ocorrência de um processo inflamatório
túbulo-intersticial e esse processo inflamatório, obviamente
é umas das maneiras de se lesar o rim. Portanto nós estamos
olhando agora pra proteinúria como não apenas um indicador
de lesão do glomérulo mas principalmente como uma das substâncias
capazes de lesar rim e nós nefrologistas, e tem nefrologista bem
mais experiente do que eu aqui, sabemos que quanto maior o grau de acometimento
túbulo-intersticial numa biópsia renal tanto pior a progressão
da doença renal pra fases mais avançadas independente do
estímulo inicial.
Existe alguma relação
então de proteinúria e angiotensina II? Essa é uma
outra interrogação que a gente gostaria de colocar, próximo,
nós vamos chamar a atenção nesse diapositivo apenas
pra essa parte, esse quadro inferior: são pacientes previamente
tratados com inibidor de enzima aqui na linha cheia e não previamente
tratados com inibidor de enzima na linha pontilhada, são todos pacientes
nefropatas com diferentes graus de proteinúria. Esses pacientes
foram submetidos a infusão de angiotensina II em doses crescentes,
e o que se observou é que na medida em que se infundia angiotensina
II progressivamente todos os parâmetros hemodinâmicos como
a resistência vascular renal, fluxo sanguíneo renal, todos
parâmetros hemodinâmicos daqueles pacientes não tratados
se aproximavam dos pacientes tratados previamente se aproximavam aos pacientes
não tratados, ou seja, a hemodinâmica renal voltou a ser o
que era com a infusão de angiotensina II, mas surpreendentemente
não houve incremento na proteinúria desses pacientes. O que
os autores concluem com esse trabalho é o seguinte, olha tinha um
bloqueio do sistema renina angiotensina previamente, esse bloqueio crônico
através da administração oral de inibidor de enzima
impediu com que houvesse proteinúria. Por que? Porque o IECA impediu
o aparecimento de proteinúria após a infusão de angiotensina
II Se o mecanismo hemodinâmico foi restaurado ainda que agudamente
pela infusão de angiotensina II Ele não sabia responder.
Próximo
Foi feito então por
um francês o seguinte experimento: administrou-se inibidor de enzima
por via endovenosa também em pacientes nefropatas e observou-se
aumento do fluxo sanguíneo renal, diminuição da fração
de filtração e da resistência vascular renal. O rítmo
de filtração glomerular ficou mais ou menos mantido. Isso
com administração aguda de inibidor de enzima. Na parte de
baixo a gente mostra redução de proteinúria quando
se dá agudamente inibidor de enzima. O autor então tratou
os pacientes crônicamente com esse mesmo inibidor de enzima e os
parâmetros hemodinâmicos renais não se alteraram.
Conclui-se que o tratamento crônico causava um incremento nessa queda
de proteinúria, independente de alterações hemodinâmicas.
Portanto tem que haver um outro fator não hemodinâmico que
seja protetor e esse fator na visão do autor só pode ser
diminuição de proliferação de matriz mesangial
e melhora da permeabilidade da membrana basal glomerular.
Próximo.
Para ter certeza de que esse
evento era mediado realmente por angiotensina e não por bradicinina
o autor do outro grupo francês fez o seguinte experimento: administrou
losartan, um antagonista AT1 que não tem nenhum efeito sobre cininas
e os dados foram semelhantes aos da injeção de inibidor de
enzima mostrando que realmente é angiotensina e que o mecanismo
não é necessariamente hemodinâmico. Na visão
desses autores, a proteinúria não se deve apenas ao estímulo
hemodinâmico mas talvez e principalmente à ação
de fatores de crescimento.
Próximo.
Já que nós
estamos falando de inibidor de enzima e angiotensina como é que
a AII poderia mediar essa situação?
A angiotensina se ligando
ao seu receptor, e aqui nós estamos falando de vaso, ela tem dois
caminhos a seguir, o primeiro caminho é a sua entrada e a ativação
de fosfatidilinositol difosfatado, com liberação de cálcio
mitrocondrial. Todo aumento de cálcio no citosol causa vasoconstricção,
nós sabemos disso. A outra via seria pela quinase C, essa via estimula
a extrusão de hidrogênio do meio intracelular com alcalinização
intracelular. O aumento do pH intracelular é um estímulo
potente para síntese de matriz proteica e crescimento. Portanto
os autores podem utilizar desse esquema, e se utilizam, na tentativa de
explicar porque o bloqueio da angiotensina II pode reduzir síntese
de matriz protéica na nefropatia diabética e em outras nefropatias.
Próximo.
Outra via importante que
tem sido estudada pelo prof. Ishikawa é a questão do plasminogênio.
Nós sabemos que angiotensina II estimula um fator que é inibidor
do plasminogênio. Se eu tenho o plasminogênio inibido eu não
tenho plasmina, a diminuição da plasmina reduz a transformação
de metaproteinases latentes em ativas e conseqüentemente dimunui a
degradação da matriz. Se a gente inibe a geração
de angiotensina II administrando o IECA teremos menor ativação
de plasminogênio e portanto menor quantidade de matriz mesangial
e aumento da síntese de matriz protéica é um dos mecanismos
que leva o paciente a perda de função renal. Além
disso o inibidor de enzima com gera cinina e a cinina também é
um dos fatores que inibe esse inibidor portanto liberando todo eixo para
que haja degradação de matriz.
Nesse sentido os inibidores
de enzima de conversão seriam teoricamente superiores aos antagonistas
AT1 porque estes não teriam esse mecanismo adicional da cinina.
Isso está em estudo, isso tem que ser ainda melhor avaliado mas
é uma proposição da nefroproteção pelos
ieca.
Próximo.
Até o momento, podemos
resumir a evolução da doença renal da seguinte maneira:
um dano glomerular inicial de qualquer etiologia levando a redução
de massa de nefro funcionantes, que através de mecanismos adaptativos,
eu vou ter que ter esses mecanismos adaptativos como aumento de síntese
de angiotensina intra-renal, hipertensão para que eu tenha aumento
da pressão glomerular e hiperfiltração e consiga manter
o meu rítmo de filtração glomerular global, isso é
ruim, isso é mal para o rim, e a inibição desses eventos
com os IECA protege o paciente. Por outro lado, se não há
essa inibição eu vou ter proteinúria que muito mais
do que um marcador de lesão renal, é um fator tóxico
como a gente acabou de mostrar. A ação da angiotensina II
e diversos outros fatores de crescimento, pela via chamada lenta, via fator
de crescimento vai agravar o dano renal inicial e fechar esse ciclo vicioso.
Aqui também eu posso atuar com inibidor de enzima conforme a gente
acabou de demonstrar.
Assim, a ação
anti-proteinurica dos IECA se deve não apenas ao controle pressórico
mas também à inibição da angiotensina intrarenal
e do seu efeito proliferativo, à redução da hiperlipidemia
e por outros mecanismos que a gente possa desconhecer até o momento.
Eu achei muito interessante esse trabalho, essa questão da hiperlipidemia
porque classicamente nós temos a seguinte noção, eu
pelo menos tinha, o colesterol circula ligado a albumina e se eu tenho
um paciente perdendo albumina (protenúria) ocorrerá elevação
do colesterol e essa é a razão do aumento do colesterol,
mas a proposição que se tem atualmente é que além
disso um rim perdedor de proteína, levaria por um mecanismo ainda
inexplicado, o fígado a sintetizar colesterol LDL, e esse
colesterol vai se depositar na membrana basal agravando a lesão
inicial.
Novamente nós podemos
atuar nessa perda de proteína via administração de
IECA e teoricamente nós poderíamos reduzir o colesterol administrando
IECA para estes pacientes.
Próximo.
Esse é um trabalho
que confirma a propriedade dos IECAs de reduzir o colesterol em pacientes
proteinúricos. O autor utilizou fosinopril em pacientes renais logicamente
e aqui nós vemos em amarelo o grupo que tomou placebo, em verde
o grupo tratado com três meses e em rosa com 6 meses. Foram dosadas
a albumina urinária, o colesterol LDL e a lipoproteína A.
Observa-se uma decrescente redução da albumina, do colesterol
e da lipoproteína A nesses pacientes cuja dieta não havia
sido modificada e também esses pacientes não estavam recebendo
nenhum tipo de droga redutora do colesterol, comprovando a teoria anterior
de que realmente IECA é capaz nesses pacientes melhorar a hiperlipidemia.
Próximo.
Eu vou mostrar um estudo
clínico agora, porque afinal nós somos clínicos e
o Prof. Abraão depois vai mostrar outro estudo com ramipril em outras
nefropatias que não diabética. O Aipri é um estudo
já conhecido. O Prof. Maschio já mostrou esse trabalho no
Brasil em 95/96. Neste estudo foi utilizado o benazepril na progressão
da insuficiência renal crônica em pacientes predominantemente
portadores de glomerulopatia não diabética.
Próximo.
Foram estudados homens e
mulheres portadores de IRC de várias etiologias, de grau moderado
a grave, sob, terapia antihipertensiva suficiente para manter a pressão
arterial diastólica abaixo de 90.
Próximo.
Os grupos foram randomizados
para receber benazepril ou placebo e todas as outras drogas necessárias
para abaixar a pressão também poderiam ser utilizadas.
Próximo.
Os eventos primários
eram a duplicação da creatinina ou a necessidade de diálise.
Próximo. Então aqui a gente observa glomerulopatias, nefrite
interesticial, nefroesclerose e poucos diabéticos. Num total de
583 pacientes, apenas 21 diabéticos.
Próximo.
Quando os autores foram dosar
a excreção urinária de proteínas observaram
que no grupo benazepril, essa excreção era significantemente
inferior do que no grupo que tomou placebo.
Próximo.
A pressão arterial
diastólica média também foi um pouco inferior ao grupo
que tomou benazepril quando comparado ao placebo e isso dificultou
a seguinte conclusão, o ideal seria que a pressão arterial
fosse a mesma nos dois grupos pra que a gente excluísse o efeito
do controle pressórico da nefroproteção e isso o estudo
com ramipril conseguiu. O Dr. Abraão vai falar depois à este
respeito.
Próximo.
Quanto à sobrevida
desses pacientes aqui em verde a gente tem uma sobrevida melhor do grupo
benazepril do que grupo placebo. Portanto esse é o primeiro trabalho
prospectivo, de longa duração, com um “n “ suficiente de
pacientes portadores de nefropatia não diabética mostrando
que inibidor de enzima oferece nefroproteção a esse grupo
de pacientes.
Próximo.
O resumo desse estudo é
que 31 pacientes no grupo benazepril contra 57 do grupo placebo atingiu
o end point primário, ou seja a proteção foi de praticamente
50%.
Próximo.
Outro autor utilizou uma
meta-análise de 10 estudos em pacientes portadores de insuficiência
renal crônica dentre os quais está incluído o AIPRI
e estudou então 1594 pacientes apenas 34 diabéticos com todos
os problemas que a meta-análise pode carrear mas estudou, próximo,
e observou que a grande maioria dos trabalhos era favorável ao fato
de que o IECA realmente é renoprotetor, aqui IECA e aqui a favor
de outras drogas.
Próximo.
Nós então não
temos dúvida nenhuma de que inibidor de enzima oferece nefro-proteção,
acho que nenhum de nós tem, o que se discute são mecanismos.
O que se discute muito é como se obter na prática controle
de glicemia no diabético, controle da hipertensão,
dieta, assunto sobre o qual o Teixeira vai falar. Então essa é
a dificuldade. No nosso ambulatório de uremia da Fundação
Imepem, nós acompanhamos depois que voltamos para Juiz de Fora,
41 pacientes e não conseguimos o controle pressórico ideal
do paciente nefropata que é geralmente abaixo de 135/85 mmHg. Não
conseguimos, mas todos usavam IECA, e em todos a gente obervou estabilização
da função renal aqui avaliada pelo inverso da creatinina
ao longo de um período médio de 21 meses.
Próximo.
Num outro grupo menor, todos
diabéticos, a gente conseguiu esse controle intensivo em apenas
16 pacientes. Todos diabéticos com clearence variando de 70 a 30,
seguimento de 44 a 48 meses, média 17, todos com glicemia razoavelmente
controlada e todos recebendo inibidor de enzima.
Próximo.
Quando nós fomos avaliar
a pressão desses pacientes eles iniciaram o tratamento com uma pressão
em média de 160 x 90 mmHg e ao longo do tempo nós conseguimos
atingir o valor de 136 x 82 mmHg que é um valor ideal para um nefropata.
Próximo.
Com relação
a proteinúria aqui em amarelo a proteinúria inicial de 1800
mg/24horas caiu para 780 mg/24 horas, com uma redução de
58%.
Próximo
Este foi o último
slide.
E com relação
a redução do clearence de creatinina não houve diferença
significativa entre o clearence inicial e o atual. A gente sabe que um
paciente diabético não tratado adequadamente pode perder
até 1 ml/min por mês do clearence de creatinina e com essa
abordagem nós conseguimos com que a redução fosse
de apenas 0,28 ml/min/mês de clearence de creatinina valor este considerado
bastante razoável.
Eu espero não ter
corrido muito nesse ultimo diapositivo, as perspectivas atuais a respeito
de nefroproteção passam por uma discussão profunda
sobre a dieta, Dr. Teixeira vai colocar para gente, pelo controle rigoroso
da hipertensão, ninguém duvida disso, pela administração
de IECA e quem sabe outras drogas, alguns antagonistas de cálcio
se mostram bastante eficazes e os antagonistas AT1 da angio II cujos estudos
estão em andamento. Agora uma coisa imutável, o genotipo
DD é realmente desfavorável para nefropatia.
Eu espero não ter
corrido muito, espero ter podido passar mensagem para que possamos discutir
depois. Eu agradeço a atenção de todos.
Obrigado
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