TRANSPORTE DE HORMÔNIOS
TIREOIDEANOS NA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
Maria C. S. Rodrigues; Luiz
A. Simeoni, Francisco A. R. Neves; Ralff C. J. Ribeiro
Aspectos gerais da tireóide
e dos hormônios tireoideanos
A tireóide é
uma glândula endócrina, localizada imediatamente abaixo da
laringe a cada lado e anteriormente à traquéia. É
o maior órgão especializado da função endócrina
no organismo humano. Está composta por um grande número de
folículos, preenchidos por uma substância secretória
denominada colóide. A glicoproteína tireoglobulina é
o componente principal do colóide e contém dois hormônios
significativos, 3,5,3’,5-L-tiroxina (T4) e 3,5,3’-L-triiodotironina (T3)
(1, 2).
Sumariamente, as etapas
da biossíntese destes hormônios na glândula tireóide
são as seguintes: (i) captação do iodo; (ii) oxidação
do iodo; (iii) iodação da tirosina a monoiodotirosina (MIT);
(iv) ulterior iodação de MIT a diiodotirosina (DIT); (v)
condensação DIT para formar a triiodotironina, que é
a principal forma ativa do hormônio tireoideano (2-4).
O crescimento e o funcionamento
da glândula tireóide e os efeitos periféricos dos hormônios
tireoideanos (HTs) são controlados basicamente por quatro mecanismos:
(i) o clássico eixo hipotálamo-hipófise-tireóide,
em que o hormônio de liberação da tireotropina (TRH)
estimula a síntese e liberação do hormônio hipofisário
tireotrófico (TSH) que estimula o crescimento e secreção
hormonal pela glândula tireóide; (ii) deiododinases, as quais
convertem s do T4 e T3; (ii) auto-regulação da síntese
hormonal pela glândula tireóide em relação ao
suprimento de iodeto; e, (iv) estimulação ou inibição
da função tireoideana no receptor do TSH. Calcula-se que
no homem haja quantidade suficiente de hormônios tireoideanos dentro
dos folículos para suprir o organismo por uns três meses (1,
2, 4).
Os HTs circulam livremente
ou ligados à proteínas. No plasma sangüíneo cerca
de 68% do T4 e 80% do T3 estão ligados à globulina transportadora
de tiroxina (TBG); cerca de 11% do T4 e 9% do T3 à pré-albumina
(TBPA), e o restante à albumina (5).
Receptores de hormônios
tireoideanos
Nas células-alvos
os HTs interagem com receptores nucleares, que são fatores de transcrição
que controlam a expressão de genes alvo ao se ligar usualmente na
região promotora destes genes. Estes receptores geralmente apresentam
estruturas e funções similares e pertencem a superfamília
dos receptores nucleares. Esta superfamília abriga subclasses de
receptores que diferem nos detalhes de suas ações. Uma subfamília
é representada pelos receptores dos HTs (TRs), retinóides
(RAR), vitamina D (VDR) e receptores dos proliferadores peroxissomais (PPAR).
Há dois tipos de genes para os receptores aos HTs (TRs), alfa e
beta, sendo que o TR alfa1 e o TR beta1 são as formas dominantes
no organismo humano. O TR é uma estrutura modular assim constituída:
módulo amino-terminal, módulo de ligação ao
DNA (DBD, DNA Binding Domain) e módulo de ligação
ao ligante ( LBD, Ligand Binding Domain). Existe uma região que
conecta o DBD ao LBD, denominada região de dobradiça, que
permite liberdade de movimento, ou rotação entre estes módulos
(6-11).
O TR liga-se em seqüências
específicas de DNA dos genes responsivos ao HT, denominados elementos
responsivos ao TR (TRE), geralmente localizados no promotor dos genes alvos
(RIBEIRO e cols., 1995). Os TREs consistem de seqüências consensuais
de seis nucleotídeos, os hexâmeros (AGGTCA), e que estão
separadas por um número variável de nucleotídeos (“n”).
Orientam-se na forma de repetições diretas (DR – AGGTCA“n”
AGGTCA) ou inversas ( palíndromos - AGGTCA “n” TGACCT ou palíndromos
invertidos – TGACCT”n”AGGTCA) (8-11).
Os receptores nucleares
da subfamília do TR (VDR, RAR, PPAR) na presença do ligante
se heterodimerizam com o RXR e se ligam ao TRE orientado na forma de repetições
diretas (DRs). O espaçamento entre as seqüências AGGTCA
determina a especificidade de ligação de cada receptor. Assim,
os TRs se ligam, preferencialmente, a DRs espaçadas por quatro (04)
pares de bases (DR-4), o PPAR a DRs espaçadas por uma base (DR-1)
e o VDR a DRs espaçadas por três pares de bases (DR-3) (8-10).
Transporte de hormônios
tireoideanos
A magnitude das respostas
aos HTs é dependente da concentração intracelular
do hormônio ativo. A síntese e secreção tireoideana
influencia em larga escala esta concentração, porém,
há estudos que sugerem que o controle da entrada e saída
de HTs pode alterar sua concentração no interior da célula.
Os trabalhos publicados nas últimas três décadas acerca
do mecanismo de transporte postulam que os HTs, por serem pequenas moléculas
lipofílicas, atravessam a membrana para o interior do compartimento
intracelular por difusão passiva. Entretanto, outros estudos indicam
que há um processo regulatório de entrada e saída
na célula de HTs. O mecanismo de influxo de hormônios tem
sido o maior foco de estudo e, portanto, o efluxo, ou saída do hormônio
para fora da célula é ainda pouco conhecido apesar da importância
que esta atividade pode ter na determinação da concentração
plasmática de T3.
A maioria dos trabalhos
demonstrou a presença de um processo saturável, estéreo-específico
e dependente de energia que promove a entrada de T3 nas células
alvo indicando que mecanismos específicos de transporte carreiam
T3 para o interior da célula (12-28). Além disso, foi demonstrado
recentemente que a entrada de T3 em oócitos de Xenopus aumenta significativamente
com a introdução de uma fração de RNA mensageiro
de fígado de rato, o que sugere que a síntese de uma proteína
de membrana a partir de um RNA mensageiro pode aumentar a entrada de T3
nestes oócitos (29). Outro trabalho também recente demonstra
que proteínas pertencentes a família de transportadores de
anions orgânicos ou de co-transportadores de Na+/taurocholate também
podem promover a entrada de T3 em células alvo (29-30).
Em contraste, poucos estudos
investigam o efluxo de T3 em células alvo. Os dados disponíveis
sugerem que o efluxo é rápido, saturável, e estéreo-específico
(9, 31). O efluxo de T3 pode ser importante para a ação do
T3. Nós já demonstramos que células de hepatoma adquirem
resistência a ação do T3 devido a um aumento do efluxo
de T3 (9). Nossos estudos e de outros investigadores sugerem que a super-expressão
de transportadores da família da ATP-binding cassete (ABC)/multidrug-resistence
(mdr), P-glicoproteínas pode determinar o aumento do efluxo de T3
em células alvo (9, 32-37).
Ação do hormônio
tireoideano na uremia: o transporte de HTs pode exercer um papel na disfunção
tireoideana da uremia?
Diferentes sistemas endócrinos
estão freqüentemente desordenados em pacientes com IRC.
Alterações na função da tiróide em pacientes
com IRC têm sido descritas em diversas investigações.
Spector e cols. (38), Hershman e cols. (39), Gomez-pan e cols. (40), Beyer
e cols. (41), Muschov e Zacharieva (42), Hegedus e cols. (43), Kerr e cols.
(44), Verger e cols. (45), evidenciaram valores de HTs interpretados da
seguinte maneira: concentração sérica de T3 com freqüência
é baixa, enquanto os níveis de T4 estão normais ou
reduzidos. Os valores de TBG e TSH estão normais. Além disto,
Santos (46) demonstrou que toxinas urêmicas inibem a ligação
do complexo TR/RXR ao DNA in vitro sugerindo que esta alteração
poderia explicar a resistência à ação do T3
observadas em alguns pacientes com IRC em programa de hemodiálise.
Em relação à função da tireóide
em paciente urêmicos em tratamento dialítico, observa-se incidência
elevada de hipotireoidismo e freqüência aumentada de bócio
e de nódulos tireóides solitários. Apesar da maioria
dos pacientes urêmicos submetidos à diálise ser eutiroidea,
são observadas alterações clínicas como rouquidão,
aumento de peso, cansaço, depressão, intolerância à
condição de frio, entre outros, dificultando o diagnóstico
clínico de hipotireoidismo, porque estes pacientes, com freqüência,
apresentam estas alterações devido à síndrome
urêmica. Portanto, há uma superposição no quadro
clínico-laboratorial da síndrome urêmica e hipotireoidismo,
entre os pacientes com IRC. Um outro distúrbio que pode explicar
a disfunção tireoidiana na uremia é uma alteração
no transporte dos HTs.
Neste sentido Lim e cols.
(47) estudaram os efeitos do CMPF, sulfato de indoxil e ácido hipúrico
em hepatócitos de ratos, para compreender se estas substâncias
podem explicar as alterações séricas dos HTs observadas
na uremia. O estudo demonstrou que estas substâncias em concentrações
normalmente presentes no plasma urêmico inibem o influxo celular
e a subseqüente deiodinação do T4 ou seja, a conversão
de T4 em T3. Consequentemente, estas alterações promovem
uma diminuição da concentração de T3 no interior
das células reduzindo a ação dos HTs, mesmo que estes
estejam em níveis normais no plasma. No entanto é interessante
observar que até o momento nenhum estudo avaliou se estas mesmas
toxinas acumuladas na uremia poderiam modificar a taxa de efluxo de T3
das células. Uma diminuição nestas taxas poderia
compensar a redução na entrada de T3 e T4 assim como a diminuição
na conversão de T4 em T3 e manter as células eutireóideas.
Como uma redução na concentração intracelular
de T3 poderia explicar alguns dos sintomas apresentados por pacientes com
IRC em programa de hemodiálise, novos estudos são necessários
para investigar se a uremia modula a taxa de efluxo. Assim, nós
postulamos que o estudo dos mecanismos de influxo e efluxo de HTs em células
de pacientes urêmicos pode contribuir para uma melhor compreensão
da disfunção da tireóide na insuficiência renal
crônica.
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