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Antonio
Fernandes Neto(*)
A
tese aborda um tema que interessa a todos os profissionais que trabalham, de
algum modo, com o paciente com Insuficiência Renal crônica em Hemodiálise.
Dr. A.F.Neto demonstrou que muitos aspectos da epidemiologia da DE em homens com
IRC permanecem mal entendidos.Condições de comorbidade tornam difícil o
estudo. Embora um declínio na potência possa fazer parte do envelhecimento,
este estudo confirma a alta prevalência da DE entre homens com IRC em hemodiálise.
Como a expectativa de vida para estes pacientes continua melhorando e como
terapias novas para DE, inclusive drogas orais já estão disponíveis, é
importante que os médicos e outros profissionais de saúde reconheçam a alta
prevalência de problemas de ereção em homens com IRC. Condições sociais e
psicológicas podem influenciar na severidade de DE. A tese, é muito interessante e de extremo valor prático, tem 120 folhas e Med On Line converteu o texto para PDF, mantendo, assim, o formato original em que foi elaborada. Clique aqui para fazer o download da tese ( 825Kb ). (*): Antonio Fernandes Neto, nascido em Londrina -Pr, onde também reside, é Prof. Adjunto do Departamento de Clínica Cirúrgica, no setor de Urologia da Universidade Estadual de Londrina desde 1980. Iniciou seu Mestrado em 1998 e no dia 15/12/1999 defendeu a dissertação acima. A banca examinadora da sua dissertação de Mestrado contou com as avaliações dos Professores Doutores: Marco Aurélio Freitas Rodrigues, Lauro Brandina, Edson Duarte Moreira Jr., e lhe conferiu nota máxima com louvor. Os pontos mais positivos neste trabalho foram demonstrar " 1-Ser alta a freqüência de disfunção erétil encontrada (86,4%), na população dos 118 pacientes estudados aumentando a freqüência da disfunção erétil completa/moderada com o aumento da idade. 2-Em relação às doenças auto-relatadas, há existência de uma associação estatisticamente significante, aumentando a freqüência de disfunção erétil, quando os pacientes tinham, associado à insuficiência renal crônica, cardiopatia e diabetes. Não houve associação estatística nos portadores de hipertensão, e úlcera gástrica ou duodenal. Que o diagnóstico de depressão auto-relatada não se associou com DE na amostra estudada. Entretanto, houve associação estatisticamente significante da presença de sintomas de depressão, medida pela escala CES-D, com a DE. 3-Não houve associação estatística significante entre a prevalência de disfunção erétil completa/moderada com estado civil, anos de escolaridade, crença / afiliação religiosa, tabagismo e ingerir bebida alcoólica e duração do tempo em diálise (em anos). Foi maior a freqüência de disfunção erétil completa/moderada entre os pacientes com menor renda familiar. 4-Os pacientes entrevistados com níveis de hematócrito mais baixo e também os não que não usavam eritropoetina apresentaram freqüência maior de disfunção erétil completa/moderada. Não houve associação estatística do Kt/V com a DE. Porém, foi maior a freqüência de disfunção erétil completa/moderada em pacientes que deslizavam com Kt/V acima de 1,29. 5-Que mesmo sendo referenciado pela maioria dos entrevistados com disfunção erétil completa/moderada que procurariam ajuda, somente a minoria tomou a atitude de discutir seu problema com médico ou profissional da saúde.Atualmente uma baixa porcentagem, entre os pacientes urêmicos com disfunção erétil completa/moderada, é tratada de seu problema.
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