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Número 10 - Ano III (Abril/Dez de 2000)
(Toda a bibiografia e a poesia foi colada do site http://www.geocities.com/alerednic/)

Carlos Drummond de Andrade



Carlos Drummond de Andrade nasceu Itabira (Minas Gerais) em 1902. É o mais importante poeta do nosso Modernismo, tanto pela depuração lingüística que logrou atingir, tornando-se verdadeiramente clássico, como pela originalidade e profundidade em seus versos. Sua obra revela um lento processo de investigação da realidade humana, desde a
poesia acentuadamente social e política até uma posição antilírica, seca, consciente das angústias e dos desenganos da vida. A partir daí, como se pode perceber, sua poesia atinge dimensões universais, interessando-se pela condição humana e sua problemática. O seu humor desencantado e sua ironia, desnudam a fragilidade da comunicação humana,
revelando um pessimismo que coloca o Homem frente a frente com o vazio e o nada (ver, por exemplo, os poemas O Enterrado Vivo, Remissão, O Retrato Malsim, e outros).

Toda essa problemática é acompanhada pela reflexão metalingüística a respeito da construção poética e que chega a levar o autor a certas pesquisas técnicas (por exemplo em: Isso é Aquilo, Nudez, Oficina Irritada, além de outros).

Além de poeta consagrado, Carlos Drummond de Andrade destaca-se como cronista, contista e ensaísta, em que se sobressai também a precisão de sua linguagem. Desse modo, apenas didaticamente se justifica a inclusão de seu nome entre os poetas da segunda fase, pois sua poesia continua a atuar decisivamente em nossa literatura até hoje.


 
Suas obras principais são: 
a) poesia - 
Alguma Poesia (1930); 
Brejo das Almas (1934);
Sentimento do Mundo (1940); 
A Rosa do Povo (1945); 
Claro Enigma (1951); 
Fazendeiro do Ar e Poesia até agora (1955);
Lição de Coisas (1962); 
José & Outros (1967) Boitempo & A Falta Que Ama (1968); 
Menino Antigo (1973); 
As Impurezas do Branco (1973). 
b) contos -
Contos de Aprendiz (1951).


(Extraído de Estudos da Literatura Brasileira - Douglas Tufano)


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