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Número 10 - Ano III (Abril/Dez de 2000)
Título: Monitorização Arterial da Pressão Arterial em Mulheres Grávidas Nulíparas

Autor: Maurício Lutzky

Ano da Defesa: 1997

Tipo: Mestrado em Clínica Médica, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Área de Concentração em Nefrologia

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Resumo:As síndromes hipertensivas que ocorrem durante a gestação estão entre as principais causas de morbi-mortalidade materno-fetal. A pressão arterial durante a gestação é avaliada por medidas ocasionais, geralmente em consultório, e apresenta variações, conforme a idade gestacional. Com a introdução da monitorização ambulatorial da pressão arterial em 24 horas é possível identificar a hipertensão de consultório e também conhecer o comportamento da pressão arterial durante a vigília e o sono. O uso da monitorização ambulatorial da pressão arterial em grávidas já está validado. Entretanto, ainda não existe padronização das medidas da pressão arterial em seus diferentes momentos, durante a gestação. O presente trabalho visa avaliar o comportamento da pressão arterial em grávidas nulíparas por meio da monitorização ambulatorial da pressão arterial em 24 horas.

Realizou-se um estudo transversal em 57 gestantes, normotensas, brancas, sendo que 15 dessas estavam no I trimestre, até 12 semanas; 23 no II trimestre, entre 13 e 24 semanas e 19 no III trimestre, acima de 24 semanas. Paralelamente, realizou-se um estudo longitudinal com 9 gestantes durante os três trimestres. 
 
 

O método utilizado foi a monitorização ambulatorial da pressão arterial 24 horas, através do monitor SpaceLabs 90207, programado para realizar, nos dois estudos, leituras de 15 em 15 minutos (6-23hs) e de 30 em 30 minutos (23-6hs). Durante o estudo, verificou-se que a média das medidas válidas foi de 76, no transversal, e de 78 no longitudinal. O estudo transversal mostrou níveis pressóricos mais elevados no terceiro trimestre, tendo a pressão arterial média e a pressão arterial diastólica nas 24 horas valores significativamente mais elevados no III trimestre. O mesmo ocorreu durante o período de vigília e durante o período de sono, quando a pressão arterial sistólica também atingiu valores significativamente mais elevados, no mesmo trimestre. Observou-se a manutenção do ritmo circadiano durante a gestação, com as médias da pressão arterial sistólica, diastólica, média e freqüência cardíaca maiores durante a vigília e menores durante o sono. O descenso do sono esteve presente em todos os trimestres.
 

O estudo longitudinal mostrou resultados similares ao estudo transversal embora, não tenha sido encontrada diferença significativa entre a pressão arterial durante os 3 trimestres. O descenso do sono foi significativamente mais pronunciado que o descenso noturno.


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