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Monitorização Arterial da Pressão Arterial em Mulheres
Grávidas Nulíparas
Autor: Maurício Lutzky Ano da Defesa: 1997 Tipo: Mestrado em Clínica Médica, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Área de Concentração em Nefrologia Arquivo: em PDF. Clique aqui, 192 Kb Resumo:As síndromes hipertensivas que ocorrem durante a gestação estão entre as principais causas de morbi-mortalidade materno-fetal. A pressão arterial durante a gestação é avaliada por medidas ocasionais, geralmente em consultório, e apresenta variações, conforme a idade gestacional. Com a introdução da monitorização ambulatorial da pressão arterial em 24 horas é possível identificar a hipertensão de consultório e também conhecer o comportamento da pressão arterial durante a vigília e o sono. O uso da monitorização ambulatorial da pressão arterial em grávidas já está validado. Entretanto, ainda não existe padronização das medidas da pressão arterial em seus diferentes momentos, durante a gestação. O presente trabalho visa avaliar o comportamento da pressão arterial em grávidas nulíparas por meio da monitorização ambulatorial da pressão arterial em 24 horas.
Realizou-se
um estudo transversal em 57 gestantes, normotensas, brancas, sendo que
15 dessas estavam no I trimestre, até 12 semanas; 23 no II trimestre,
entre 13 e 24 semanas e 19 no III trimestre, acima de 24 semanas. Paralelamente,
realizou-se um estudo longitudinal com 9 gestantes durante os três
trimestres.
O método
utilizado foi a monitorização ambulatorial da pressão
arterial 24 horas, através do monitor SpaceLabs 90207, programado
para realizar, nos dois estudos, leituras de 15 em 15 minutos (6-23hs)
e de 30 em 30 minutos (23-6hs). Durante o estudo, verificou-se que a média
das medidas válidas foi de 76, no transversal, e de 78 no longitudinal.
O estudo transversal mostrou níveis pressóricos mais elevados
no terceiro trimestre, tendo a pressão arterial média e a
pressão arterial diastólica nas 24 horas valores significativamente
mais elevados no III trimestre. O mesmo ocorreu durante o período
de vigília e durante o período de sono, quando a pressão
arterial sistólica também atingiu valores significativamente
mais elevados, no mesmo trimestre. Observou-se a manutenção
do ritmo circadiano durante a gestação, com as médias
da pressão arterial sistólica, diastólica, média
e freqüência cardíaca maiores durante a vigília
e menores durante o sono. O descenso do sono esteve presente em todos os
trimestres.
O estudo
longitudinal mostrou resultados similares ao estudo transversal embora,
não tenha sido encontrada diferença significativa entre a
pressão arterial durante os 3 trimestres. O descenso do sono foi
significativamente mais pronunciado que o descenso noturno.
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