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| Título:Transplante
Renal: Fatores Clínicos Associados à Piora Tardia da Função
do Enxerto: Experiencia de 10 anos na Faculdade de Medicina de Botucatu(*)
Autora: Maria Fernanda Cordeiro de Carvalho Ano da Defesa: 2000 Tipo: Tese de Doutorado, apresentada ao Curso de Pós Graduação "Fisiopatolofia em Clínica Médica". Área de concentração em Nefrologia. Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP Arquivo: em PDF. Clique aqui, 638 Kb Resumo:
Com o objetivo de avaliar as características e os resultados dos
primeiros transplantes renais, realizados no Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP, e analisar criticamente os
possíveis fatores de risco imunológicos e não imunológicos
para a deterioração da função renal e perda
do enxerto foram estudados 108 pacientes submetidos a transplante renal
entre Junho de 1987 a Agosto de 1997, analisados de forma prospectiva,
através de protocolos preenchidos durante todo o período
de observação.
Para
a avaliação a longo prazo foram avaliados 80 pacientes com
seguimento > ou = a 1 ano. Para a realização das curvas de
sobrevida utilizou-se o método de Kaplan-Meier e estas foram comparadas
utilizando o Longrank teste, também conhecido como Cox-Mandel. Análise
multivariada, foi realizada pela análise de regressão multivariada
de Cox [33]. Para o cálculo da sobrevida atuarial do enxerto considerou-se
perda de seguimento como censura e óbito com rim funcionante, perda
do enxerto como evento.
A sobrevida
atuarial dos pacientes e funcional do enxerto para receptores de rim provenientes
de doadores vivos relacionados após 5 anos foram de respectivamente
de 82,5% e 74,7%, inferiores àquelas observadas em receptores de
rins de cadavéricos, 77,8% e 47,1% respectivamente. Avaliando-se
apenas os pacientes com seguimento =1 ano, não se observou diferença
entre as curvas atuariais de sobrevida do enxerto entre receptores de rins
de doadores vivos relacionados e cadavéricos.
No
presente estudo, a maioria dos episódios de rejeição
aguda ocorreu no decorrer das 4 primeiras semanas após o Tx (78,8%
dos casos), foram únicos (75% dos pacientes) e responderam ao tratamento
com metilprednisolona (78,6% dos episódios). Não foi observado
associação entre a presença ou ausência desta
variável quanto à maior probabilidade de dobrar a creatinina
sérica durante o seguimento e/ou à pior sobrevida do enxerto.
A presença
de retardo do início da função do enxerto, embora
tenha se associado a maior probabilidade de dobrar a creatinina sérica
e menor sobrevida do enxerto, não foi estatisticamente significante,
provavelmente devido ao pequeno número de receptores de rins cadavéricos
aqui analisados. A presença de hipertensão arterial sistêmica
e hipercolesterolemia não se associaram a pior prognóstico
do enxerto. De forma semelhante, pacientes com creatinina de estabilização
> 1,6 md/dl não apresentaram impacto negativo no enxerto; porém,
pacientes com creatinina > 2 md/dl apresentaram maior probabilidade de
dobrar a creatinina durante o seguimento.
Hipertrigliceridemia
demonstrou ser fator de risco independente quando avaliado a probabilidade
de dobrar a creatinina sérica 5 anos após o Tx (Grupo triglicérides
normal = 8,5% e Grupo triglicérides aumentado = 47,9%, p=0,013),
porém, não se associou a pior sobrevida do enxerto (Grupo
triglicérides normal = 91,1% e Grupo triglicérides aumentado
= 67,5%) .
A presença de síndrome nefrótica e nefropatia crônica do enxerto, diagnosticada por biópsia, associaram-se a piora da função renal e da sobrevida do enxerto; porém, houve associação destas 2 variáveis, o que impossibilita a determinação do impacto negativo individual de cada um destes parâmetros. (*):
Participaram da Banca:
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