
Relação
Albumina/creatinina e proteína/creatinina em Amostras de Urina de
uma População de Diabéticos não-Insulino-Dependentes.
Barra
ABL, Strogoff JP, Hohleuwerger R, Gazolla HM, Santos SFF.
Disciplina
de Nefrologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
RJ
Introdução
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Atualmente a nefropatia diabética
no DM do tipo 2 é considerada uma complicação de importância
clínica e epidemiológica.
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Os possíveis fatores
envolvidos no desenvolvimento desta complicação ainda não
estão estabelecidos.
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Avaliações das
relações albumina/creatinina e proteína/creatinina
em amostras de urina tem sido utilizadas para determinação
e avaliação inicial de nefropatia em populações
de pacientes diabéticos
Material
e Métodos
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Exame clínico, exames
laboratoriais (Hb glicosilada, Uréia e Creatinina, Lipidograma,
Cultura de urina), exame de fundo de olho e colheta de amostra de urina
foram realizados em 86 pacientes atendidos no ambulatório do PAM
Duque de Caxias, RJ.
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Foram excluídos os pacientes
com ITU.
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As amostras de urina foram imediatamente
submetidas a teste com fita e posteriormente congeladas à -200 C
por um período máximo de 6 meses.
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Nas amostras com uma +
ou mais de proteína no teste com fita (Combur10 test-Laboratório
Boehringer Mannhein) avaliamos a relação proteína/creatinina
(g/g), enquanto nas amostras com fita negativa para proteína avaliamos
a relação albumina/creatinina (mg/g).
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Na urina, as determinações
da albumina foram realizadas com RIE, as da proteína através
do método colorimétrico com ácido sulfosalicílico
à 3% e as da creatinina através de do método enzimático
com aparelho Autoanálise Bioquímico Cobas Mira Plus da Roche
(Kit Roche).
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As possíveis correlações
entre dados clínicos e laboratoriais e a presença de nefropatia
foram verificadas estatísticamente. Todos os testes foram feitos
ao nível da significância (p) menor que 0.05 (cinco por cento).
Objetivos
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Detectar em uma populacão
de Diabéticos Não-Insulino-Dependentes a presença
de nefropatia incipiente ou estabelecida, através da constatação
de microalbuminúria (relação albumina/creatinina >
30mg/g) ou proteinúria (relação proteína/creatinina
> 300g/g) em amostras de urina.
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Relacionar possíveis
fatores de risco relacionados com a presença da nefropatia.
Resultados:
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Foram avaliados 86 pacientes
de baixa renda percapita (média de 1,2 Salários Mínimos).
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Foi detectado microalbuminúria
em 12 pacientes (14%) e proteinúria em outros 12 pacientes (14%).
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Somente a raça do paciente
demonstrou relação com a presença da nefropatia (p>
0,05 ).Os pacientes da raça negra apresentaram maior prevalência
da nefropatia.
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Não houve diferença
nos níveis tensionais e na renda percapita entre os grupos raciais.
Conclusões
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A prevalência de nefropatia
em diabéticos não-insulino-dependentes foi de 28%.
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Os pacientes diabéticos
tipo 2 da raça negra apresentam maior prevalência de nefropatia,
independentemente do nível sócio-econômico ou da presença
de hipertensão arterial sistêmica.
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As determinações
das relações albumina/creatinina e proteína/creatinina
em amostras de urina podem ser utilizadas para avaliação
inicial de pacientes diabéticos.
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